Não seja um expectador da sua própria ruína. Mude!

jun 20, 2012 por Editora Évora | Gestão & Negócios

Vamos começar com uma frase de Amyr Klink, famoso velejador, que rodou o mundo em um barco: “Porque um dia é preciso parar de sonhar, tirar os planos das gavetas e, de algum modo, começar”. Por várias razões, muitas pessoas planejam, planejam, planejam e nada concretizam. As âncoras imaginárias acabam prendendo-as ao chão, e isso faz que seus projetos nunca se realizem.

trilhe seu próprio caminho

Num momento de crise – onde tudo parece difuso, líquido e inconclusivo – no voluntarismo, traçam‑se planos com a mesma intensidade e rapidez com que sua implementação é objetada interna ou externamente. O que fazer parece claro, a questão é quando e como fazer. Não há fórmula mágica: vencer um desafio depende de uma alteração consciente e radical de conduta! O ideal é, sempre que detectarmos um problema, corrermos na direção de resolvê-lo, pois problemas adiados, além de terem tendência a piorar, consomem muita energia e atrapalham a vida. Enquanto não resolvidas, as pequenas pendências ou os grandes imbróglios ocupam espaço na mente, atormentam o dia a dia e, não raro, acabam criando maiores transtornos.

Recomeçar. Nada mais simples. Essa é a decisão mais importante que alguém que está no meio de um problema pode tomar. O poder da superação está ao alcance de todos e precisa ser regado com boas doses de fé e sabedoria. O recomeço é o novo caminho, e pequenas atitudes e gestos farão toda a diferença nesse trajeto. Poucos percebem que o grande milagre acontece quando as pessoas conseguem dar o primeiro passo no rumo da transformação.

Muitos fatores podem ofuscar em nós a capacidade de agir, mas acredito que o principal deles seja o medo. Temer é um sentimento muito perigoso, caso não seja trabalhado em nosso favor. Ele tem uma forte tendência a bloquear as iniciativas, a pôr em cheque nosso controle frente aos momentos de crise e a nos tirar o bom senso, justamente quando mais precisamos dele.

Mas, então, será que todos nós teríamos de deixar o medo de lado? Não acho que esse seja o caminho, pois naturalmente não conseguimos afastá-lo completamente de nossas vidas. Contudo, podemos, sim, como opção, controlá-lo e usá-lo a nosso favor. Ter coragem não significa, necessariamente, ser imune ao medo, mas jamais desistir de si mesmo, de seus sonhos, de sua empresa, de seus negócios, por mais que o medo pressione em contrário.

mulher corajosa e confianteA coragem é o mecanismo emocional que vence o medo, transmitindo força, clareza e determinação para a superação dos obstáculos. Ela nos impele para a luz, e não pode ser visto como a ausência do medo, pois é uma atitude que dele depende para se manifestar. Se não houver algo a ser superado, não existirá impulso de bravura.

Em qualquer projeto pessoal ou até mesmo na reconstrução de uma empresa, cada milímetro de esforço é importante. Nessa vertente, ter uma atitude otimista em relação ao seu esforço valerá à pena, o fará ir adiante. Se não for assim, seu desempenho cai e cria-se uma mola ao contrário, uma válvula de sucção de energia. Quando uma empresa encontra‑se em dificuldade, não há tempo, nem tampouco recursos, para longas digressões em busca do consenso, ou medidas palatáveis para resolver a situação.

Nos experimentos da física, havia a premissa – para a solução de determinados problemas – de que estavam presentes as condições normais de temperatura e pressão (CNTP). Numa crise, estamos sempre longe de uma condição de normalidade e, se esperarmos a acomodação de determinados fatores para agir, seremos expectadores da ruína, não protagonistas da recuperação. Num ambiente de crise, inexistem condições normais de pressão e temperatura. Não há como adiar eternamente o tratamento das questões que desafiam a sobrevivência da empresa.

Se o endividamento bancário está no curto prazo, é necessário alongá-lo; não importa o que pensa o gerente do banco ou até mesmo o seu gerente financeiro zeloso por sua imagem no mercado. Se os prazos de vendas ou de compras estão estrangulando o caixa, é necessário agir negociando com os clientes ou com os fornecedores; não se pode, com receio de fracassar, deixar de agir.

As iniciativas – quando uma crise está instaurada –, muitas vezes, são postergadas e a situação se deteriora dia a dia, semana a semana, mês a mês e ano a ano. Adiar a ação pode comprometer a situação de maneira definitiva.

capa do livro "Quem matar na hora da crise?"
INDICAÇÃO DE LEITURA

O medo é perigoso, te faz perder tempo e desgasta a mente. Resolver os problemas logo que surgem pode ser uma boa solução, mas para evitar o fracasso é preciso muito mais que isso. Leia Quem matar na hora da crise? e prepare-se para enfrentar qualquer situação de risco!

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