Como vai a carreira profissional feminina?

jun 25, 2012 por Editora Évora | Carreira

Apesar de muitas mulheres já ocuparem cargos de liderança, ainda há uma resistência no mercado de trabalho, conforme aponta um estudo publicado no ano passado, que aponta mais de 55% das brasileiras com qualificações apropriadas, mas que enfrentam barreiras, já que existe o desejo, também, da formação de família. O estudo revela ainda, baseado em diversos países do mundo, que as mulheres têm rompido a barreira do preconceito e já conseguem se igualar aos homens em cargos de liderança.

 mulher em cargo de liderança

No Brasil, as mulheres respondem por 41% da força de trabalho, sendo que 24% delas conseguem ocupar cargos de liderança dentro das empresas. Quando se fala em cargos de direção, a mulher chega na frente – assume um posto de comando aos 36 anos contra uma média de 40 anos para os homens, mas em relação ao salário, foi preciso uma lei federal para equiparar os salários já que até então, elas ganhavam em média 22% menos que o sexo masculino na mesma função. Outra alternativa que parece crescer a olhos vistos é a porcentagem de mulheres empreendedoras que aumentou 49,3% nos últimos anos, aqui no Brasil. Essa é a resposta feminina para conciliar trabalho e vida pessoal, já que muitas mulheres na faixa dos 30 anos abandonam seus empregos para cuidar da família e dos filhos e depois voltam para o mercado informal como empreendedoras.

Sobre o mercado profissional e o universo feminino, há o livro Bem-me-quer, Malmequer – Histórias verdadeiras de mulheres e suas escolhas de carreiras, de Fernanda Angerami e Stella Angerami, empresárias e pioneiras na aplicação de counselling no Brasil, e que, há  mais de 20 anos, atuam no mercado corporativo. Um livro que foca a mulher e a carreira profissional compartilhada aos inúmeros papéis que todas são capazes de assumir. Antes de bandeiras ou de causas com discurso feminista, a publicação é feita para pessoas que buscam/querem entender a mulher profissional.

Para as autoras “uma carreira passa por, no mínimo três grandes mudanças — em média a cada dez anos, o que não significa que cada uma delas represente um mar de tranquilidade. Os desafios são constantes e exigem sempre movimentos rápidos para um alinhamento profissional e pessoal”, focadas na questão do mercado de trabalho, carreira e mulher, Fernanda e Stella priorizam os comportamentos em cada faixa etária e destacam que o foco na carreira “está nas passagens que envolvem desafios e questionamentos que nossa experiência demonstra como os mais comuns em sete etapas cronológicas da vida feminina” que são: dos 17 aos 21 anos – quem eu penso que vou ser – A escolha; dos 22 aos 28 anos – comparando sonho e realidade – o confronto; dos 29 aos 35 anos – período de competitividade – a corrida; dos 36 aos 42 anos – entre a razão e a emoção – A hora da verdade; dos 43 aos 49 anos – momento de alinhar valores – em busca do equilíbrio; dos 50 aos 58 anos – posso ter uma segunda carreira – novas escolhas; dos 59 anos em diante – aposentadoria e trabalho – de volta ao futuro.

Respeitando as identidades e as empresas, as irmãs Angeramis tratam dos problemas e das angústias próprias do mercado de trabalho quando envolve a mulher. Bem-me-quer, malmequer traz também um levantamento realizado com mulheres de diversas faixas etárias, a explicação do método criado por elas e um estudo da ONU, com os “Princípios do Empoderamento das Mulheres” e está disponível em todas as livrarias.

Texto: Mônica Ferreira (Digital Trix)

capa do livro "Bem-me-quer, Malmequer"
SOBRE O LIVRO

Título: Bem-me-quer, Malmequer
Subtítulo: Histórias verdadeiras de mulheres e suas escolhas de carreira
Autoras: Fernanda Angerami e Stella Angerami
Páginas: 148
ISBN: 978-85-63993-35-9
Edição: 1ª

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