Como trabalhar fora e manter a família feliz

jun 11, 2012 por Editora Évora | Carreira

A geração nascida após os anos 1960, já chegou com espaços semiabertos e precisou dedicar horas infinitas para provar que as mulheres se equiparavam aos homens em termos de habilidade profissional. Foi uma geração que estudou mais, trabalhou muitas horas, descuidou um pouco da família e viveu num ritmo alucinante. Foi a era dos yuppies nova-iorquinos e dos workaholics. Como subproduto, alguns viveram uma vida sedentária, com ganho de peso, forte estresse e muita culpa. Aliás, acredita-se que essa seja a geração da “culpa”. Sentimo-nos culpados por muitas coisas: por estar menos horas com os filhos do que gostaríamos, por descuidar dos relacionamentos, por tratar mal nossos corpos.

 Família feliz

E aí chegam nossos filhos: a geração que mais recebeu nomes em toda a história. Numa pequena busca, é possível levantar dezenas de denominações: geração X; geração Y; geração Z (de zapping); geração fast-food, geração Coca-Cola; geração digital; geração do consumo… Entretanto, precisamos ter em mente que esta é a geração de “nossos filhos” e por isso merece toda a atenção!

É preciso colocar um holofote sobre o modo como nossos filhos nos veem, como eles internalizam essas “experiências” e de que modo estamos, junto com eles, construindo seus projetos de futuro. Cabe aqui um parêntese para explorar a palavra experiência. Podem reparar como hoje muitas das coisas vividas por nossos filhos são experiências de vida. As escolas falam de viver experiências, os pais recomendam que eles ganhem experiência, e eles, antes mesmo da adolescência, dizem que precisam viver muitas experiências. Aliás, de fato essas experiências são boas, seja um intercâmbio internacional, um acampamento de férias, uma semana numa comunidade amazônica ou passar a noite na casa do amiguinho. Elas valem como treino de vida.

Vamos dividir aqui algumas constatações relacionadas a nossos filhos e também algumas dicas de como gerenciar melhor nossa vida de pais equilibristas e a relação com essa nova geração. Vamos começar resumindo, em doze tópicos, o que a escritora Cecília Troiano aprendeu analisando as crianças e os jovens.

1. Se dar bem!

Esse é o mote desta geração, seu propósito de vida e sua causa maior. “Se dar bem” é ter um padrão de vida razoável, uma família e, se possível, algum sucesso e projeção. Não é à toa que as celebridades são tão cultuadas. Algumas reúnem a tríade do desejo: beleza, riqueza e poder. Gisele Bündchen e Kaká estão aí para não me desmentir.

 

2. “Eu tomo uma Coca-Cola, ela pensa em casamento”

Apesar dos projetos ambiciosos, esta é uma geração de compromissos mais tênues. Eles “ficam” mais do que namoram, mudam de marca mais facilmente, odeiam e amam uma mesma coisa em questão de dias. Caetano Veloso, nos anos 1960, já expressava essa semente da geração-borboleta (opa, criamos mais um nome!), que pula de flor em flor.

3. Quanto custa?

Sem nenhuma culpa, esta geração ama o capitalismo e o usufrui com todo prazer. Adora ter um novo vídeo game, uma nova boneca, um notebook, um celular…

4. O mundo em 140 caracteres

Velocidade, real time e concisão são demandas indiscutíveis de nossos filhos. Tudo para eles tem de ser na hora. Esperar é um tédio!

5. Quantos amigos você tem?

Esta é uma geração que contabiliza amigos. Quantos amigos você tem no Facebook? Todo mundo é amigo de todo mundo e a conexão entre eles é enorme, mesmo que para nós aparente ser frágil e superficial. Apenas para nós.

6. Geração Windows

A vida deles é um eterno abrir janelas, todas ao mesmo tempo, sem fechar as anteriores. Assistem à TV, ouvem iPod, fazem lição e, se bobear, papeiam com amigos pelo MSN ou Facebook – tudo ao mesmo tempo, e conseguem cumprir suas tarefas assim!

  Geração Y

7. E aí, tio, belê?

A diluição da hierarquia é absoluta. Esta geração extremamente informal se relaciona com pais, professores e amigos da mesma forma. Sem cerimônias, sem formalidades: todo mundo é “tiozinho”, “cara”, “mano” ou “profa”.

8. Geração híper

Tudo na vida deles é intenso e híper: hiperconectados, hiperativos, hiperexpostos a tudo. Vivem hiperintensamente e adoram essa sensação.

9. Precocidade

Crianças de 2 anos mexem em celulares melhor que os pais, garotas de 10 anos vão a baladas, e adolescentes vivem como adultos. A precocidade está entre eles, para o bem e para o mal.

10. Curtir a vida

Acima de tudo, curtir! “Que venham o trabalho, a família, o filho. Mas não tirem minhas horas de diversão, pelo amor de Deus!” Isso é o que está na cabeça de nossos filhos, desde bem pequenos.

11. Good enough

Apesar de ter sonhos imensos, certamente esta é uma geração que não quer se dedicar apenas ao trabalho. Viverá muito mais no estilo good enough, ou, na versão em português, “assim já é suficiente”. Sabem que querer mais pode significar abrir mão de curtir a vida. E isso está fora dos planos.

12. Meu mundo

O próprio quarto de crianças e jovens cria um universo particular dentro das casas de classe média. Por isso, é consequência natural que eles não façam malabarismos para agradar aos outros, pelo contrário. Em primeiro lugar, eles colocam seus gostos, suas preferências, o que desejam fazer. Ouvir o outro, dividir e ceder são exercícios complexos para esta geração.

Quer gostemos ou não desses pontos, nossos filhos carregam um pouco de cada uma dessas características, uns mais e outros menos. Alguns poderão desenvolvê-las quando crescerem mais, outros já passaram por essa fase. Às vezes os pais são críticos em relação aos filhos, frequentemente comparando esta geração com a própria. É impossível não comparar. No entanto, não podemos ver de forma tão crítica esse conjunto de características dos jovens. Elas formam um retrato do que eles são, refletem o comportamento e os valores da geração atual, que liderará o mundo em dez, quinze ou vinte anos.

INDICAÇÃO DE LEITURA
Não é fácil aprender a equilibrar uma carreira de sucesso com diversão e uma família saudável e feliz. Pensando nisso, Cecília Troiano escreveu o livro Aprendiz de Equilibrista que dá dicas e conselhos para quem vive na correria e deseja encontrar um jeito de evitar problemas em casa e no escritório.

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