Como foi escrito o clássico “Os Três Mosqueteiros”

jun 05, 2012 por Editora Évora | Cultura & Entretenimento

Os Três Mosqueteiros é o primeiro livro da série “capa-e-espada” e aventura que confere a Alexandre Dumas, escritor francês, fama internacional. Sua trama engenhosamente tecida, com muita ação, comicidade e erotismo, fizeram desta obra um sucesso instantâneo e secular. Esse romance conta as aventuras de quatro grandes heróis: Athos, Aramis, Porthos e D’artaghan – este último, aspirante a mosqueteiro – ambientado na França do século XVII, onde florescia o esplendor da corte, o sensacionalismo das intrigas políticas e o poderio econômico e cultural de uma época brilhante.

ilustração em p&b dos mosqueteiros juntos

Utilizando um estilo de plena vitalidade, Dumas conseguiu suprir as lacunas do conhecimento histórico que sua personalidade inquieta nunca lhe permitiu aprofundar. Para isso, inseriu alguns pormenores que faziam parte de seu cotidiano entre atrizes e conspirações, construindo assim uma “pintura fantasiosa” do cenário da França do século XVII.

De acordo com alguns historiadores, Dumas pretendia fazer de d’Artaghan um personagem secundário, cuja função seria introduzir os três mosqueteiros na história. Mas o personagem foi se desenvolvendo, tornando-se uma figura atraente, a ponto de Dumas resolver “promovê-lo” aos poucos, até ele atingir o posto tão sonhado de mosqueteiro. Contudo, o título original da narrativa não se alterou.

De todos os mosqueteiros, Athos é o mais romântico, guarda consigo o segredo de ter sido casado com Milady, a pérfida espiã a serviço do cardeal Richelieu. Aramis é astuto e generoso, que vê a vida como um jogo divertido, composto de amor, ação e preces; ele se envolve apenas em assuntos que dizem respeito a sua espada, episódios sentimentais e à Igreja. Porthos é alto, gordo e bondoso, facilmente maleável e não muito inteligente; é o personagem favorito de Dumas, conta-se que, ao ser obrigado pelo enredo a matá-lo, o escritor chorou.

As aventuras dos três mosqueteiros se estendem a outros dois livros do mesmo autor: Vinte anos depois (1845) e O Visconde de Bagelonne (1848). Os três mosqueteiros foram várias vezes adaptados para o cinema e a história nunca deixará de ser contada.

Texto: Paula Perin dos Santos (InfoEscola)

INDICAÇÃO DE LEITURA
Este livro não pode faltar em sua estante! Recheado de intrigas, romance, bom humor, suspense e batalhas espetaculares, Os Três Mosqueteiros é um clássico da literatura mundial que continua encantando gerações de leitores.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

  • Digite seu endereço de email para assinar este blog e receber notificações de novos posts por email.

  • Sucesso do momento:

  • CURTA EDITORA ÉVORA
    NO FACEBOOK
    NOSSOS ÚLTIMOS
    TWEETS