13 dicas para melhorar o relacionamento com os filhos

jun 13, 2012 por Editora Évora | Carreira

A tarefa de dar conselhos é uma das mais ingratas, pois as variações de pais e de filhos são infinitas. Mesmo assim, é preciso emitir uma opinião para atender às muitas pessoas que questionam sobre “o que fazer”. Sem achar que estas dicas são verdades absolutas, vamos dividir as ideias…

1. Eles não são tão frágeis!

Tendemos a achar que nossos filhos são muito mais frágeis do que realmente são. Há certo exagero de nossa parte com alguns cuidados e preocupações. Eles “sobrevivem” bem, mesmo que os pais trabalhem fora! Não estamos fazendo um “mal” para eles, muito pelo contrário. Precisamos urgentemente botar isso na cabeça!

 família

2. Eles se adaptam!

Darwin foi um gênio com sua teoria evolucionista: não só com as espécies animais, mas também com seres humanos. Nossos filhos se adaptam à vida que lhes é oferecida, desde que a necessária carga de atenção e cuidados seja ofertada. Vejo que filhos de mães que não trabalham se acostumam a tê-la sempre por perto e também se queixam se alguma mudança ocorre. O mesmo vale para aqueles cujos pais trabalham fora. Eles se acostumam e organizam-se a partir disso. Podemos, assim, seguir com nossos planos, desde que consigamos garantir uma base indispensável.

Atenção: não estamos dizendo que filhos se acostumam a pais relapsos, mas à situação profissional dos pais.

 

3. Não precisamos estar online 24 horas!

Dar atenção a nossos filhos não significa estar 100% disponíveis para eles, 24 horas por dia, sete dias por semana. Não precisamos ficar contabilizando as horas que passamos junto com eles. O que conta efetivamente é garantir que os pais saem para trabalhar e depois voltam. Precisamos transmitir a segurança do sair e retornar. Nossos filhos necessitam dessa certeza, muito mais do que ter os pais colados neles o dia todo.

 

4. Cada um é cada um!

Quem tem mais de um filho sabe que isso é uma grande verdade. Cada filho se comporta de um jeito e tem demandas específicas. Para um, a mãe trabalhar fora é encarado com naturalidade, ele leva sua rotina sem questionamentos e vive muito bem. Quando fica duas horas por dia com a mãe, sente-se totalmente abastecido. Para outro filho, são necessárias cinco horas diárias, e, mesmo assim, ele ainda sente que a mãe ficou “devendo” alguma coisa. Entender a necessidade de cada filho e tentar se adaptar a ela é fundamental. E, se isso não for possível, ajudá-lo a entender o porquê dessa situação.

 

5. Fale com eles!

Precisamos conversar com nossos filhos muito mais do que temos feito. Falar sobre o dia que passamos, a programação do fim de semana, sobre o filme na TV ou sobre o passarinho que canta na janela. Conte sobre o trabalho, as dificuldades, as coisas boas e sobre o que mais tiver vontade. Filhos e pais precisam desse momento olho no olho. Estamos muitas vezes nos esquecendo desse ritual básico em prol do cumprimento das agendas, das regras e do trabalho.

 

6. Não terceirize seu filho!

É claro que precisamos de apoios para que a vida de equilibrista aconteça. Deixar o filho pequeno com uma babá ou na escolinha é inevitável se quisermos trabalhar fora. Mas aproveite as horas de folga e usufrua-as com eles! Curta os fins de semana com a criança, dispense a babá. Já sei, vai me dizer que isso é cansativo… claro que é, mas não tem preço. Se podemos ficar cansados por conta do trabalho, porque não podemos nos cansar pelos filhos? Esse tipo cansaço faz muito bem!

 

7. Não escaparemos de críticas e cobranças

Qualquer que seja nossa opção, por trabalhar fora ou não, seremos cobrados! Se trabalhamos fora, os filhos se queixam de que “não paramos em casa”. Se nos dedicarmos à família, eles acham que “pegamos muito no pé”. Não tem saída. Vale fazer aquilo que acharmos melhor para nós e o que acreditarmos ser melhor para eles, independentemente das críticas. Elas virão de um jeito ou de outro.

 

8. Somos modelos

Mais do que qualquer coisa, a mãe que trabalha fora está construindo um modelo de mulher para seu filho, seja ele menino ou menina. A mesma coisa vale para a mãe que opta por não trabalhar fora. Assim como para os pais que ficam quinze horas por dia no escritório e veem os filhos apenas na sexta-feira à noite. Cabe a cada um de nós pensar no modelo que queremos passar para eles. A partir disso, é bem mais fácil decidir o que faremos em termos profissionais e também em outras tantas áreas da vida.

 

9. O trabalho do papai e da mamãe

Acho fundamental nossos filhos saberem quais as nossas atividades profissionais. Muitas crianças, e mesmo jovens, sabem pouco ou nada sobre o trabalho dos pais. Levar um dia o filho ao local de trabalho é bastante divertido, além de ser um momento importante de materialização dessa situação. “É aqui que a mamãe trabalha, nesta mesa, falo com você por este telefone…” E mais do que isso, mostrar que o trabalho é também uma fonte de prazer para nós, e não apenas um lugar para ganhar dinheiro.

10. Mamãe não é a supermãe

Certamente nossos filhos acham que sempre temos uma solução mágica ou uma varinha de condão para resolver todos os problemas deles. Tentar corresponder a essa expectativa é bastante estressante. Algumas vezes, dizer a eles “não dá” pode ser bastante instrutivo e uma forma de mostrar que a supermãe nem sempre está de plantão, feliz ou infelizmente.

 

11. Filhos têm pai e mãe

Não devemos nos esquecer de que pai e mãe, juntos, são os responsáveis por educar os filhos. Estar com as crianças, controlar as lições, levar ao pediatra, pagar as contas, tudo isso é coisa de pai e de mãe. Nossos filhos enxergam essa corresponsabilidade na educação e no sustento como um grande benefício para a vida deles. Sem falar no benefício para o próprio casal.

 

12. Estar junto de verdade!

Nem sempre quando estamos com nossos filhos estamos ali disponíveis para eles de fato. Muitas vezes eles disputam nossa atenção com iPhone, TV, internet, revista, amigos… Vale aqui mais esta dica: quando estivermos com os filhos, vamos nos patrulhar para manter 100% do nosso foco neles. Caso contrário, é uma pseudopresença, e estamos enganando a quem? Acho que a nós mesmos.

 

13. O jogo da compensação

Esse talvez seja o jogo mais perigoso e que ronda muitos lares hoje em dia. Pais mais ausentes “baixam a guarda” e flexibilizam as regras como forma de compensar algum “déficit” que possam ter com relação aos filhos. Assim, no caso dos adolescentes, horários de sair e chegar são ampliados, enchemos nossos filhos pequenos de brinquedos, relaxamos na cobrança de limites ou abrimos mão de um controle mais rígido com a alimentação. Tudo isso como forma de compensar a ausência ou até mesmo pelo cansaço de ficar insistindo nas regras. É um jogo arriscado e sem ganhadores. Vale toda a nossa atenção!

INDICAÇÃO DE LEITURA
Cecília Russo Troiano traz aos leitores uma análise inédita da vida das mães que trabalham fora, retratada a partir da ótica dos filhos. Aprendiz de Equilibrista apresenta na narrativa uma profunda pesquisa com crianças e jovens, somada à opinião de especialistas.

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