O simbolismo espiritual presente na maçã envenenada

mai 04, 2012 por Editora Évora | Cultura & Entretenimento

Maca envenenada de Branca de NeveDesde a maçã de Adão e Eva até o pomo da Discórdia, passando pelo pomo de ouro do jardim das Hespérides (na mitologia grega, são primitivas Deusas que representavam o espírito fertilizador da Natureza), encontramos, em todas as circunstâncias, a maçã como um meio de conhecimento. Ela está carregada de duplicidade, pois, ora é o fruto da Árvore da Vida que está no meio do Paraíso e ora é o fruto da Árvore da Ciência do bem e do mal que, paradoxalmente, lá também se encontra. Pode ser, portanto, conhecimento unificador que confere a imortalidade ou conhecimento desagregador que provoca a queda.

Se examinarmos seu simbolismo, também, desde o ponto de vista de sua estrutura física, podemos constatar novamente essa duplicidade característica dos meios de conhecimento. Assim, ela é símbolo do conhecimento, pois um corte feito perpendicularmente ao eixo revela que, no seu íntimo, está um pentagrama, símbolo tradicional do saber, desenhado pela própria disposição das sementes. Por outro lado, o pentagrama é também um símbolo espiritual do homem. Os anões não enterraram Branca de Neve, mesmo depois que a encontraram envenenada pela maçã e não conseguiram ressuscitá-la, porque depois de passar por essa fase o processo segue em frente até que a união com o Espírito seja representada pelo príncipe.

Como dissemos acima, a maçã é um símbolo do mundo. Mas, o que a Rainha má oferece a Branca de Neve é apenas o aspecto mais externo, mais atraente e venenoso deste mundo com o qual ela tem que entrar em contato para dominá-lo. A história nos conta que, apesar de aparentemente morta, Branca de Neve mantinha o mesmo frescor de pele e a beleza luminosa do tempo em que estava viva. Isso nos indica que a alma, com o corpo transfigurado e dissolvido nela, está pronta para que o Espírito aja sobre ela e a torne indestrutível.

 ilustração onde a bruxa má oferece a maçã envenenada à Branca de Neve

O pedaço da maçã, que Branca de Neve não engoliu e, portanto, não se tornou parte dela é um último vestígio do mundo que nela se mantinha, de certo modo, sobreposto. Ele é retirado com a presença do príncipe. O Espírito, então, dá a forma final à alma. Existe uma versão do conto, bem antiga, na qual o Príncipe mantém relações sexuais com a Branca de Neve e o movimento da relação é que faz o pedaço de maçã escapar da garganta da princesa.

Fonte: Vida e Espiritualidade
Texto: Mônica Molina


INDICAÇÃO DE LEITURA
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