O que torna uma liderança eficaz?

mai 24, 2012 por Editora Évora | Gestão & Negócios

Uma liderança eficaz deve valorizar componentes de caráter pessoal do líder e incorporar características institucionais dos sistemas e processos da empresa, segundo Ulrich (2009). A maioria das regras e características é comum a todo líder eficiente e corresponde, em média, a dois terços das competências necessárias, constituindo uma espécie de “código da liderança”, como um código DNA. O terço restante, que é o diferencial, pode e deve variar conforme a estratégia, o momento e as expectativas da empresa, incluindo os requisitos de cada negócio ou tarefa.

um grupo de pessoas liderado por uma mulher

Uma equipe unida e feliz sempre trará resultados melhores!

Essas regras e características comuns do código da liderança estão estruturadas em duas dimensões: o tempo e o foco. A dimensão do tempo considera a necessidade de o líder pensar e agir a curto e longo prazos. Em todos os casos, líderes têm de fazer escolhas, planejar o futuro e definir visão estratégica, missão, metas, planos e objetivos. Precisam criar imagens positivas, otimistas e confiáveis do futuro. Ao mesmo tempo, devem estabelecer a relação entre o projeto do futuro e as ações necessárias do presente.

Em paralelo, os líderes eficazes precisam trazer o foco e a atenção para as pessoas, valorizando suas habilidades e competências, além de gerenciar e desenvolver talentos. A liderança tem de atuar com permanente incerteza. Viver na instabilidade torna muito complicado fazer previsões sobre o que acontecerá com os negócios e, por conseguinte, como será a evolução da carreira de seus colaboradores. Líderes precisam adaptar-se ao “aqui e agora” para acompanhar as evoluções do ambiente e criar modelos de gestão de pessoas e das competências para o longo prazo. Enquanto o período básico do ciclo de produção e controle de resultados é imediato, a base de tempo para a gestão de pessoas é de longo prazo e vai muito além no tempo, sobretudo quando se trata de desenvolvimento de competências, independentemente do setor profissional ou dos cargos. Essa dualidade temporal nos sistemas de gestão acarreta consequências para o desenvolvimento organizacional da empresa.

trecho retirado do livro em destaque

Essa problemática da incerteza traduz uma necessidade de antecipar as decisões, que se impõem, particularmente, no domínio das competências essenciais para o sucesso do negócio e dos indivíduos. É importante ressaltar que, nesses tempos de grandes mudanças, é muito mais complexo o desenvolvimento e a gestão das competências. A aceleração do ritmo das empresas (ciclos de vida dos produtos, evoluções tecnológicas e organizacionais, mudanças sociais, etc.) afeta todas as suas áreas, incluindo as funções dos recursos humanos, que devem adaptar-se cada vez mais rapidamente às necessidades de novas habilidades e competências. Todos devem estar preparados para enfrentar uma mudança profunda e rápida da natureza do trabalho.

Para isso, é necessário não somente formar o pessoal para acompanhar a evolução do mercado e das tecnologias, mas também reciclar os funcionários cujo ofício desapareceu. Assim, as ansiedades e expectativas dos empregados devem ser – muito mais que antes – levadas em conta, porque o descontentamento e as frustrações podem originar disfunções prejudiciais ao desempenho global da organização. Há uma tripla responsabilidade da liderança no gerenciamento da evolução das competências:

  • Econômica – para permitir que as organizações aumentem seu desempenho global, reforçando a relação existente entre a política de desenvolvimento da empresa e sua estratégia de gestão.
  • Empresarial – porque se trata de conceber um sistema de gestão de pessoas que se ocupe de todos.
  • Individual – para que cada um possa continuar empregável ao longo de toda a sua vida profissional.

A liderança começa com o desenvolvimento do próprio indivíduo. O líder precisa se tornar altamente proficiente na gestão, desenvolvimento e controle de si próprio. As regras e características comuns a todos os líderes formam uma espécie de código da liderança, tal como construído por Ulrich, em 2011.

capa do livro "Liderança Positiva"
SOBRE O LIVRO

Liderança não é um dom, mas uma função que pode ser aprendida. Para ter sucesso, um líder precisa conhecer-se muito bem, além de aprender igualmente bem a entender os outros: como agem e reagem, o que sabem, do que gostam, o que querem e por que querem. Descubra mais com o livro Liderança Positiva.

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