Descubra quando e como os dólares dominaram o mundo

abr 05, 2012 por Editora Évora | Finanças & Investimentos

De que maneira todos aqueles dólares foram parar lá fora? Será que, de algum modo, esses dólares têm a ver com a crise econômica e financeira dos Estados Unidos? Uma das teorias explica, de maneira simples e rápida: os americanos gastam mais do que ganham; consumem mais do que produzem. Tomam dinheiro emprestado para comprar o que as pessoas produziram no exterior para vender a eles. Pagam a essas pessoas em dólares; elas pegam os dólares e os emprestaram de volta para eles, que fazem o mesmo novamente. Deu muito certo em toda parte. Aquelas pessoas venderam mais, investiram o dinheiro e se acharam ricas; os americanos compraram mais e se sentiram prósperos.

Ano após ano, os Estados Unidos importaram mais bens e serviços do que exportaram. Em 2006, a diferença alcançou 750 bilhões de dólares, quase 6.500 dólares por família americana, cerca de 6% do PIB. E isso em apenas um ano. Em 2005, os EUA tiveram uma conta semelhante, e não consideravelmente menor em 2004. Alguns desses déficits foram úteis e adequados. Foi no começo do grande crescimento mundial de 1945 até 1973, há mais de sessenta anos, logo nos primeiros anos após a Segunda Guerra Mundial, que sucedeu o melhor quarto de século já visto pelo crescimento econômico mundial. Afinal, se quisermos ser ainda melhores, temos o período de 1995 até 2020 para tornar isso real, ou seja, está em nossas mãos.

Logo após a Segunda Guerra Mundial, a reconstrução das economias do Japão e da Europa Ocidental fez com que acreditassem que seus governos teriam de manter reservas financeiras suficientes para azeitar o fluxo das exportações e importações, mas os seus governos não confiavam uns nos outros para que houvesse a permanência dos valores de suas respectivas moedas. Governantes do mundo inteiro persistiram na ideia de manter dólares em seus tesouros e bancos centrais. Acreditavam que, se não houvesse dólares suficientes para superar uma crise financeira, então precisariam aumentar as taxas de juros e desestimular as importações a fim de que o superávit das exportações sobre as importações se tornasse maior. Logo, poderiam comprar os títulos nominais em dólar que queriam manter como reserva. E assim o fizeram.

Entretanto, havia um problema aritmético: se aumentasse as taxas de juros e o nível de desemprego, o país poderia diminuir as suas importações e criar excedentes para exportação, a fim de ganhar divisas internacionais necessárias para comprar títulos nominais em dólar para cobrir as suas reservas. Mas o que aconteceria se todos os países tentassem fazer isso? Até nós, terráqueos, começarmos um acordo interestelar em larga escala com o planeta Vulcano, o comércio mundial deveria permanecer equilibrado. Potências como os Estados Unidos devem administrar um grande déficit.

A soma dos excedentes para exportação de todos os outros países deve igualar-se ao déficit comercial americano. E se o Tesouro e o Banco Central americanos não estiverem dispostos a engendrar políticas macroeconômicas a fim de permitir a elevação do déficit comercial do país quando as outras nações tiverem necessidade de reservas expressas em dólares, então tudo o que os outros países farão, ao tentarem aumentar as suas reservas, será, coletivamente, empobrecer.

Na década de 1950, a “escassez do dólar” e a deflação foram apontadas, pelo economista Robert Triffin, como uma causa potencial e real do crescimento lento. No final das contas, os Estados Unidos estavam dispostos a desempenhar os papéis de mantenedores do sistema e exportadores em última instância.

Ao longo dos últimos 25 anos, aconteceu algo bem semelhante. Principalmente na Ásia, governos e investidores internacionais acreditavam que a política macroeconômica e o equilíbrio da carteira requeriam que aumentassem os seus investimentos em ativos nominais em dólar em níveis que duas décadas atrás teriam sido considerados absurdos e inacreditáveis.

INDICAÇÃO DE LEITURA
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