Compreenda o poder do novo social learning

abr 11, 2012 por Editora Évora | Inovação & Tecnologia

Para entender o social learning, é preciso compreender antes o que é mídia social – um conjunto de tecnologias com base na internet, criadas para ser usadas por três ou mais pessoas. Mas isto é mais incomum do que parece. A maior parte das interações feitas por meio de tecnologia é limitada a uma transmissão um a um, geralmente uma chamada telefônica ou um e-mail; ou de nicho, quando alguém se comunica com um pequeno grupo, como quando usa listas de distribuição de e-mails ou newsletters de pequena circulação; ou ainda de grande difusão (de um para muitos), como em revistas online de grande alcance ou programas de rádio.

Um grupo de pessoas em torno de uma ideia em comum, buscar conhecimento.

O social learning é exatamente o que parece: aprender dos outros e com os outros. Existe há um bom tempo e se dá naturalmente em conferências, grupos e entre velhos amigos num café, tão facilmente como ocorre nos exercícios em sala de aula ou entre colegas online que jamais se encontraram pessoalmente. Passamos pela experiência ao ir até a sala fazer uma pergunta e quando postamos a mesma questão no Twitter, já sabendo que alguém nos dará uma resposta.

Uma vez que a mídia social é a tecnologia usada para engajar três ou mais pessoas, e o social learning é o ato de aprender com o outro, a novidade está na força com que esses dois elementos trabalham juntos. Ferramentas sociais deixam uma trilha digital, documentando nossa jornada de aprendizagem – quase sempre uma história de revelação – indicando um caminho para que outros o sigam.

As ferramentas agora estão disponíveis para facilitar o social learning, que não é mais limitado por diferenças geográficas (fronteiras espaciais) ou de fuso horário (fronteiras de tempo) entre os integrantes de uma equipe. O novo social learning reforma a mídia social que, de uma estratégia de marketing, passa a ser uma estratégia maior que encoraja a transferência de conhecimento e conecta pessoas de maneira compatível com a nossa interação natural. Não é um sistema de transferência análogo ao treinamento em sala de aula, ao treinamento remoto ou ao e-learning. Em vez disso, é uma abordagem poderosa de compartilhamento e descoberta de um vasto conjunto de informações – algumas delas, às vezes, nem sabemos que precisamos. Tudo levando a uma tomada de decisão mais bem informada e a uma compreensão mais íntima, expansiva e dinâmica da cultura e do contexto em que trabalhamos.

O novo social learning oferece a pessoas de todos os níveis, de cada parte da organização e de qualquer canto do globo, uma maneira de recuperar sua capacidade natural de aprender continuamente. O social learning pode ensinar o piloto a voar de forma mais segura, a vendedora a ser mais persuasiva e o médico a se manter atualizado.

Durante bastante tempo, muitos de nós sabíamos que a aprendizagem pode transformar o ambiente de trabalho. Desejávamos ferramentas que pudessem explorar esse potencial. Mas só recentemente as mudanças na cultura corporativa e a tecnologia possibilitaram essa realidade. Clay Shirky, que escreve sobre economia na web, ensina novas mídias na Universidade de Nova York e é autor de Cognitive Surplus, afirma: “Antes da internet, a última tecnologia que teve algum efeito real sobre a maneira como as pessoas se sentam para conversar foi a mesa”.

Em seu nível mais básico, o novo social learning pode resultar em pessoas mais bem informadas, com uma perspectiva mais ampla e capazes de tomar decisões melhores por conta de seu engajamento com os outros. Isso porque essa aprendizagem ocorre com e por meio de outras pessoas e pelo fato de se participar de uma comunidade; não apenas pela aquisição de conhecimento. O social learning se dá com o uso de mídias sociais, pela expansão do acesso e

pelos contatos com todas as nossas conexões – em nossos ambientes de trabalho, nas nossas comunidades e online. E acontece quando mantemos o debate fluindo em um blog rico de comentários, ou no coaching e no trabalho do seu mentor, ou mesmo durante a malhação na academia.

A internet possibilita um aprendizado aprofundado sobre qualquer tema.
O social learning é alavancado por ferramentas comerciais como Facebook, Twitter, YouTube, blogs e wikis, programas corporativos e conjuntos de aplicações, como Socialtext, Socialcast, Newsgator e Lotus Connections. Com algum desenvolvimento customizado, a aprendizagem também pode se expandir em plataformas sociais corporativas, como a IBM WebSphere Portal Server, Microsoft SharePoint, SAP Netweaver Portal and Collaboration e a Beehive, da Oracle.

Não conclua que tudo isso é novidade. Os softwares sociais têm estado por aí há quase 50 anos, desde o sistema Plato. Redes como a Compuserve, a Usenet, painéis de discussão e The Well já existiam antes mesmo do nascimento do fundador do Facebook. Mas, por causa das conexões desajeitadas, que dificultavam a leitura e a socialização das melhores ideias, somente os entusiastas da tecnologia usavam esses sistemas.

O novo social learning tornou-se fácil, com foco social e comercialmente viável com as ferramentas da web 2.0 e o software Enterprise 2.0, que aproximaram os serviços, recursos, conhecimentos e orientações de pessoas procurando respostas, solucionando problemas, superando dificuldades e aprimorando a forma de trabalhar. Elas facilitam a colaboração e apontam escolhas num amplo leque, levando a aprendizagem a uma vasta quantidade de pessoas intelectualmente diversificadas.

Essas novas ferramentas sociais ampliam o treinamento, a gestão do conhecimento e as práticas de comunicação utilizadas atualmente. Elas podem introduzir novas variáveis capazes de mudar fundamentalmente a aprendizagem: aumentam a velocidade de acesso, abrem um canal para o compartilhamento espontâneo, tanto de recursos desenvolvidos quanto de documentos sofisticados, e penetram em departamentos que nunca antes foram responsáveis pelo desenvolvimento dos colaboradores.

As ferramentas sociais são poderosos blocos de construção que podem transformar a maneira como oferecemos aprendizagem e desenvolvimento nas empresas. Elas trazem uma nova cultura de colaboração em que o conteúdo é produzido e distribuído com poucas restrições e custos. Boa parte do que aprendemos no trabalho e em todo lugar provém de nosso engajamento em redes de relacionamento, nas quais as pessoas criam juntas, colaboram e compartilham conhecimento, participando ativamente e orientando sua aprendizagem para os tópicos que as auxiliam a melhorar.

O treinamento muitas vezes oferece soluções para problemas que já foram solucionados. A colaboração aborda desafios que ninguém resolveu antes. O novo social learning torna tudo isso instantâneo, capacitando as pessoas para interagir facilmente com aquelas que dividem um ambiente de trabalho, uma paixão, uma curiosidade, uma habilidade ou uma necessidade. O novo social learning permite “ser maior do que meu cérebro”, explica Stowe Boyd, que criou o termo ferramentas sociais e tem trabalhado na área há duas décadas, observando seus efeitos sobre os negócios, a mídia e a sociedade. “Quero criar um espaço de ideias em que eu possa pensar fora da minha própria mente, aumentando minha conexão com os outros.”

capa do livro "O Novo Social Learning"


INDICAÇÃO DE LEITURA

O Novo Social Learning é para as pessoas que estão particularmente interessadas em como a mídia social pode ajudar as pessoas nas organizações a aprender mais rapidamente, inovar mais depressa, compartilhar conhecimento e interagir com colegas, parceiros de negócios e clientes.

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